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Cotas para negros e pardos nas universidades


Cotas para negros e pardos nas universidades, políticas de inclusão para pobres e ódio racial. As ações afirmativas e sua repercussão.

JOSÉ CLÁUDIO SOARES¹

Se traçarmos um paralelo entre o sistema de cotas adotado no brasil tendo como base no modelo americano poderemos observar que não houve uma adequação do sistema adotado nos EUA a nossa realidade. Os pensadores e cientistas envolvidos
a priori copiaram o modelo sem levar em conta as infinitas variantes socio-historico-culturais que existem entre essas nações. O atual governo brasileiro, deveria substituir esse sistema racial por um modelo social, ou seja, no lugar de cotas para negros deveria instituir cotas para pobres, dada a questão social no país onde o grande excludente não é a raça e sim o baixo nível de renda da população. Em outros paises,(a exemplo os EUA) a segregação racial é mais flagrante que a social, sendo assim ao importarmos o modelo americano sem levar em conta esse aspecto, estaremos criando uma situação artificial que não condiz com a realidade de nosso país, aumentando assim o processo de baixa auto-estima dos estudantes negros que passam a ser vistos como menos aptos em comparação com os alunos ditos brancos.
Esse entrave não se dá apenas no campo ideológico, tendo também implicações políticas uma vez que a própria constituição brasileira afirma que todos são iguais, não havendo distinção por credo, cor, etc. tornando assim inconstitucional o atual sistema de cotas. Mesmo nos EUA esse sistema esta sendo abolido por não atender as espectativas de inclusão, onde culminou sim para o aumento da discriminação racial pouco contribuindo para a integração do estudante negro na sociedade. As assim chamadas ações afirmativas não se adequam ao sistema educacional como podemos inferir do próprio modelo americano de onde foi importada.
Uma política educacional que não leve em conta a historia da população a que se destina será fadada ao insucesso, no caso brasileiro não podemos estabelecer como critério de cotas a dicotomia brancos X negros, nossa sociedade tem mais implicações e a maior delas é a social. Essas medidas adotadas são inadequadas por não contemplarem esse prisma; um branco carente tem tanta dificuldade de ingresso nas instituições de ensino quanto um negro pobre. Se em lugar de cotas para ingresso nas universidades fosse adotada uma política de bolsas para alunos carentes por exemplo, o universo de alunos atendidos seria maior. Esse recorte equivocado da sociedade feito por nossos governantes e seus teóricos só contribui para o aumento da discriminação contra os negros.
As políticas afirmativas adotadas em outros países tem uma clientela bem definida(o que não ocorre no brasil): Imigrantes na espanha e bélgica; minorias étnicas no irã, índia e canadá etc. Essas populações pouco se misturaram e podem ser separadas de maneira mais eficaz em um contexto maior o que já não ocorre no brasil onde o processo de miscigenação que vem ocorrendo desde a época do descobrimento não nos permite dividir com clareza a parcela negra da branca numa população tão heterogênea quanto a nossa. Apesar desses indicadores o governo brasileiro continua a adotar o modelo bi-racial americano onde não há a presença de categorias como pardos, mulatos, morenos só existindo a de negros e brancos.
A grande questão a ser levada em conta é de que cada grupo, seja o seu extrato analisado étnico, social, religioso dentre outros deva ter políticas educacionais próprias que devem ser tratadas dentro de suas especificidades igualando os desiguais e não acentuando as suas diferenças.
Outra questão que deve ser levada em conta no processo de acesso às intituições de ensino superior e a de que o maior entrave se dá já na educação basica. Os investimentos na área educacional devem proporcionar ações que fomentem o ingresso e a permanência do aluno( seja de qualquer extrato) na educação básica e nos demais níveis de ensino. Ações que melhorem o nível de ensino na escola pública, que aumentem os indicadores sociais possibilitariam um maior acesso destes alunos às intituições. o governo deveria adotar políticas nesse sentido abrangendo uma parcela maior da sociedade.


1 – Pedagogo; especialista em docência do ensino superior; especialista em psicopedagogia. Técnico em educação.

Para refletir



       A história é sempre contada pelo prisma do vencedor, não existem lados, o que existe é vontade de se perpetuar no poder e tirar proveito disso, não importam cores nem siglas, a venalidade sempre estará entranhada em nossa sociedade enquanto formos "gado", comprando a ideologia do momento e gritando sem sentido coisas das quais não entendemos mas que nos parecem certas. E esse é justamente o discurso dos "intelectuais" que grosso modo são o outro lado da moeda dos que estão no poder. Acredito na lisura e probidade de uns poucos, mas a maioria de nossos representantes, quando consegue chegar ao poder, se deixa corromper por ele. 
Como dizia o xará do meu cachorro, Nietzsche, que entendia do assunto: "para algo parecer verdade basta ser imposto e repetido". 
Simples e eficaz repetir, (uma idéia, uma imagem etc..)é o segredo quando queremos que alguém acredite. Assim fazem os mentirosos ocasionais e os profissionais, os pregadores, dentre outros. Lindberg Farias, por exemplo, era presidente da une em 1992, participou do movimento caras-pintadas e apoiava o impeachment do então presidente fernando collor de melo. Verdadeiro lider estudantil, incitou muitos estudantes a irem as ruas, os rosto pintados com as cores da bandeira nacional, gritando palavras de ordem aprendidas ali mesmo, um saudosismo de um período que não viveram (das passeatas estudantis contra a ditadura) influenciados pela mídia que agora virava as costas ao presidente que ajudara a apoiar. Anos se passaram e vemos esse mesmo líder estudantil transformado em político com longo histórico, não mais de militância em prol da nação mas de acusações fraude, propina, e superfaturamento de licitações. Na política esse exemplo, infelizmente parece regra, não exceção.
Qualquer um que queira fazer sua visão prevalecer deve ser hábil em repetir a própria idéia e jamais mostrar que, ele mesmo, não acredita no que diz. Se bem ou mal intensionado, isso a história julgará, mas enquanto nos influenciarmos por discursos sem prévio julgamento e análise crítica e nos empolgarmos pela revolução do momento que as midias apoiam, continuaremos merecendo a pecha de gado, necessitados de capatazes oportunistas.

Eu não acredito no futuro da humanidade...


...ao menos num futuro inteligente. Como a mesma espécie que produz um Beethoven  e um Saramago pode produzir (aos milhares) Funkeiros, pagodeiros e os muitos paulos coelhos que aparecem todos os dias? a mídia nos bombardeia de subcelebridades, as novelas vulgarizam a figura da mulher, isso pra não falar da erotização de nossas crianças e adolescentes. Enquanto esse lixo midiático é veículado à exaustão, questões mais pertinentes como a greve nas universidades, e nos hospitais públicos passa, salvo uma nota tacanha aqui e ali, sem ser notada. Creio cada vez mais que o futuro, mostrado no filme Idiocracia será o que teremos pela frente. Ainda bem que já estarei morto.

Se ainda duvidam, assistam o filme e tirem suas próprias conclusões:

O que é a didática do ensino superior e como você compreende a didática na atualidade?



A didática é a ferramenta mais importante para o profissional de qualquer nível de ensino e deve ser levada em conta em todas as etapas deste, tem lugar desde o planejamento das atividades até o momento da avaliação. Ela reúne os saberes e valores que serão repassados à clientela e que tornarão a disciplina interessante e acessível. A didática na academia deve ser um dos principais recursos a ser contemplados e deve ser buscada como pré-requisito per se para ser diferenciada, abrangente. Enquanto técnica de dirigir e orientar a aprendizagem deve estar sempre em processo de construção; como técnica de ensino definirá o nível de comprometimento do profissional, pois este deve estar sempre atualizando sua relação com a(s) disciplina(s) que ministra. Como ferramenta sua aplicação é limitada a percepção que o usuário faz da importância dela, e quanto maior a necessidade de se trabalhar este ou aquele aspecto maior será a necessidade do profissional em dominá-la.

(José cláudio soares, Professor, Especialista em Docência do Ensino Superior)

Vida em aldeia, vizinhos e internautas.




Ao travar contato com um texto de CONY, acerca da atual incomunicabilidade das pessoas, em decorrência do ritmo de vida e outras questões que nos levaram a viver em “ilhas”, onde as relações de outrora perdem significado e parecem por vezes impraticáveis no contexto da sociedade atual. Questiono o quanto esse panorama é ao mesmo tempo flagrante e socialmente aceitável a ponto de não percebemos esse processo de introspecção.
Trabalhando há algum tempo aldeado, as margens do rio Guamá , longe do modo de vida com o qual estava acostumado, me vi forçado a reformular minha relação com as pessoas e comigo mesmo drasticamente; esse distanciamento de todas as minhas referências e a precariedade de comunicação, me assustaram. Já havia trabalhado anos em comunidades afastadas dos grandes centros, mas sempre com recursos de telefonia e internet a mão que davam uma sensação de proximidade (por mais paradoxal que seja), aos seus referenciais sociais - engraçado que você só se dá conta da falta que as pessoas fazem quando está em realmente longe delas. Essa adaptação é difícil, pois você estabelece uma relação de dependência tão grande com seus, celulares, tablets e afins – e aí está o grande contrassenso – pois não há mais espaço para aquela conversa pachorrenta, há apenas uma estreita linha de comunicação, onde nos limitamos a “curtir”, “comentar” e pasmem: “compartilhar”? Minha agenda de celular, por exemplo, não consigo lembrar a última conversa que tive com a maioria dos contatos que estão nela, dada a falta de correspondência que há entre as pessoas, e a pouca relação que estabelecemos com elas.
A falta de minhas “muletas eletrônicas” me fez sentir um verdadeiro vazio, bem ao estilo crise de abstinência. Num momento me vi completamente isolado de tudo. Mas aí descobri um mundo novo, onde as pessoas ainda falam umas com as outras. Elas trabalham, comem e dormem como na cidade, mas em um ritmo peculiar a quem vive o dia-a-dia sem pressa, sem o caos urbano. As conversas são ao pé do ouvido, aquela “invasão de privacidade gostosa”, aquele - olhos nos olhos - que encabula a quem, como eu, já estava acostumado à realidade de cidade grande onde travamos um contato ínfimo com as pessoas. Só percebemos o quão artificiais nossas relações sociais são quando nos deparamos com este tipo de realidade. Somos cunhados agora como uma aldeia global , mas continuo preferindo a aldeia Tenetehara onde vivo e trabalho. Onde aprendi a dar bom dia, a tomar café com outros jogando conversa fora. E com o “Guamazão” limpo e sobranceiro ao fundo completando a cena. Não sou mais escravo do tempo, se quero conversar não uso uma tela, se quero dizer o que penso falo a plenos pulmões -  e as pessoas escutam -  – o que é “twittar” mesmo?




Acesso total a quase nada


O famoso sociólogo Donald Levine  em um de seus trabalhos discute uma das características de nosso tempo: a visão fragmentária do mundo. Hoje não lemos mais obras inteiras, lemos resumos. Nosso conhecimento é volátil e limitado ao que a mídia nos “oferece”, quase sempre conteúdo de utilidade e gosto duvidosos, porém disfarçados de necessários.  Nesse contexto a vida desta ou daquela subcelebridade tem tanto ou mais destaque quanto a guerra civil em Uganda. E no emaranhado de informações desencontradas vemos o jovem perdido entre o que levar em conta ou não. E de quem deve ser a responsabilidade por essa instrução? A sociedade e os indivíduos, por força do estilo de vida atual estão cada vez mais sociocentrados, restando assim como único escape a escola, a única “responsável” por educar os jovens, pois os pais não dispõem de tempo, interesse ou conhecimentos suficientes (ou assim julgam) para instruir seus filhos.
Conseguimos nos declarar desinformados em plena era da informação. A um clique podemos acessar a biblioteca britânica, em segundos visitar as maiores instituições educacionais do mundo, simultaneamente escutando César Frank ou Mano Chao, mas preferimos modificar nosso perfil no Myspace, ou cuidar de nossa fazenda no  Farmville. (inserir link) Não quero estimular uma caça às bruxas virtual, mas o tempo que passamos conectados poderia ser mais bem utilizado se tivéssemos uma visão e propósitos mais fundamentados e contextualizados. Nessa sociedade consumista, superficial e sem memória, perdemos a noção dos valores realmente importantes a se agregar e acabamos relegando a segundo plano justamente os saberes que nos ajudariam a construir um pensamento crítico mais abalizado. Mas em lugar disso produzimos e lançamos na sociedade indivíduos com limitada capacidade argumentar, defender ideias – e isso faz com que vivamos como gado, indo com a manada, vazios de propósito, de significado. Temos essa possibilidade de acesso infinito a informação e consequente Aí pergunto: - foi por isso que tantos se sacrificaram durante a ditadura militar? Lutou-se tanto por liberdade de expressão, pelo direito a informação para vermos bibliotecas e mentes cada vez mais vazias?

Um dia qualquer

I
Será preciso rir, abraçar, chorar de dor ou de falsidade
Contar as horas num relógio hipotético
Estragar o momento arrotando arrogância
Pedir o que não pode comer
Definindo o vazio que não sente
Numa tela de TV onde só passa
Propaganda barata

II
Onde estará teu sorriso?
Teus olhos coçam e doem...
Não dormes... dias ou horas..não sabes
Sangrando, sangrando
Perderás antes do rumo, a razão
Mas não a esperança
De me definir...
Sempre especulamos sobre o que/quem parecemos entender.

(J. Cláudio Soares in: Um dia qualquer)


Me perdoem os que torceram pela candidatura da cidade do rio à sede das olimpíadas, se não compartilho do mesmo entusiasmo. Fiz torcida contra desde o lançamento da candidatura e só por isso vou ser apontado como traidor da pátria ou coisa que o valha? pode até ser, mas vou expor meus motivos e espero que encontre alguém que venha a concordar comigo. Acho que será impossível, parece que todo mundo é a favor da olimpíada, e pelo que vejo noticiado na mídia parece que todo o país estava na torcida. como pode isso? será que esses que apoiaram tem a mínima idéia do custo e do impacto que isso irá representar na economia do país? R$ 25,9 bilhões! pasmem, mas é isso. E só estamos falando do orçamento previsto, que sabemos que sempre é extrapolado, como aconteceu com o Pan, onde o gasto final foi 800 vezes maior que o previsto inicialmente! daria pra  contruir quantas casas populares? daria pra tirar quantas famílias que moram nas favelas que existem no próprio Rio de Janeiro, onde será a sede? Sim existem favelas no rio, apesar do vídeo promocional não mostrar. Existe violência, pobreza e exploração infantil e tráfico, muito tráfico. Mas parece que o presidente lula e sua corja, ops, comitiva não se deram conta disso. Não sou contra esportes, sei da importância de se fomentar sua prática e disseminar seus valores. A grande questão é que esse evento não será para a maioria de nós brasileiros, que vivemos com 01 salário mínimo ou menos.será para poucos, como sempre.
Os outros candidatos a sede foram Chicago, Madri e Tóquio e em todos eles foram feitas pesquisas para saber o que o povo achava de sua cidade sediar as olimpíadas, e adivinhem o que houve? em TODAS a maioria da população foi contra, alegando que o dinheiro seria melhor empregado se fosse aplicado em educação, por exemplo. interessante não? as cidades são ricas, ficam em países com elevado grau de desenvolvimento, o povo tem acesso a educação, saúde e segurança e mesmo assim a maioria do seus habitantes achou melhor não investir nas olimpíadas. Já o Rio de Janeiro é o paraíso na terra que conhecemos bem dos noticiários, mas a maioria de sua população deu seu apoio, influenciada é claro, pela mídia e pelo nosso folclórico presidente. Qual o interesse desses grupos em promover essa campanha? se pensou em lucro, acertou em cheio. A mídia irá lucrar como nunca com a transmissão dos jogos...e os políticos? bem, estes sabemos como irão lucrar quando o assunto são obras com o nosso dinheiro. Na roma antiga o imperador, para enganar o povo ignorante e faminto, promovia lutas sangrentas de gladiadores nas arenas e distribuia pão, o conhecido pane et circenses, pão e circo. Nossos políticos de agora reiventaram essa política com o bolsa-esmola-família no lugar do pão e as olimpíadas no lugar do circo. Mas como todos sabemos, circo que se preze sem  palhaço não dá. Adivinhe quem  será o palhaço? você, eu e o resto do povo, mais uma vez...   

O Brasil é o país do futuro...mas que futuro será esse?

Agora entendo porque Stephen Zweig se matou. Como pode um cidadão, com o mínimo de neurônios funcionando no cérebro suportar a latrina na qual a mídia, aliada a omissão do governo transformaram nossos lares e mentes nos últimos anos? essa invasão de funk, axe music e outros exemplos mais toscos ainda que influenciam nossos jovens 24 horas por dia, ditando padrões de comportamento. Quem se beneficia desse processo sistemático de alienação que nosso povo sofre todos os dias? Alguns podem achar preconceituosas tais afirmações, alegando que temos o direito de fazer o que acharmos melhor. Será mesmo? podemos abrir a boca e dizer sinceramente que não somos influenciados deliberadamente a consumir o que  esses grupos nos impõe? Zweig viveu em época de guerra, era judeu, conviveu com o pior da miséria humana, teve que fugir para não morrer e mesmo assim, concebia um mundo melhor, um país que poderia ter um futuro digno de se sonhar. Seu maior medo era cair nas mãos da alemanha de Hittler, que adotara a solução final   para resolver "o problema judeu". Ledo engano, Zeiwg se matou, o futuro chegou e com ele o festival de "bundalização", com os trios elétricos, bailes funks e aparelhagens sonoras com  ampla cobertura da mídia promiscuindo de norte a sul nossas meninas e meninos. O futuro chegou e com ele o exército armado agora é o das milícias, dos traficantes, sem contar o maior:  O de favelados sem vez em sem voz, mantidos pela política assistencialista de governos que se dizem populares, esses sim sustentados pela miséria desse mesmo povo a quem deveria dar assistência. Hitler tentou exterminar aqueles a quem ele considerava inferiores, os governos atuais perceberam que é mais lucrativo mantê-los como gado, ressuscitando a política romana do panes et circenses, do pão e vinho, ou seja da bolsa escola e da mídia escravizadora a serviço do estado.

Cotas para negros e pardos nas universidades, políticas de inclusão para pobres e ódio racial. As ações afirmativas e sua repercussão.




                       Se traçarmos um paralelo entre o sistema de cotas adotado no brasil tendo como base no modelo americano poderemos observar que não houve uma adequação do sistema adotado nos EUA a nossa realidade. Os pensadores e cientistas envolvidos a priori copiaram o modelo sem levar em conta as infinitas variantes socio-historico-culturais que existem entre essas nações. O atual governo brasileiro, deveria substituir esse sistema racial por um modelo social, ou seja, no lugar de cotas para negros deveria instituir cotas para pobres, dada a questão social no país onde o grande excludente não é a raça e sim o baixo nível de renda da população. Em outros paises,(a exemplo os EUA) a segregação racial é mais flagrante que a social, sendo assim ao importarmos o modelo americano sem levar em conta esse aspecto, estaremos criando uma situação artificial que não condiz com a realidade de nosso país, aumentando assim o processo de baixa auto-estima dos estudantes negros que passam a ser vistos como menos aptos em comparação com os alunos ditos brancos.
Esse entrave não se dá apenas no campo ideológico, tendo também implicações políticas uma vez que a própria constituição brasileira afirma que todos são iguais, não havendo distinção por credo, cor, etc. tornando assim inconstitucional o atual sistema de cotas. Mesmo nos EUA esse sistema esta sendo abolido por não atender as espectativas de inclusão, onde culminou sim para o aumento da discriminação racial pouco contribuindo para a integração do estudante negro na sociedade. As assim chamadas ações afirmativas não se adequam ao sistema educacional como podemos inferir do próprio modelo americano de onde foi importada.
Uma política educacional que não leve em conta a historia da população a que se destina será fadada ao insucesso, no caso brasileiro não podemos estabelecer como critério de cotas a dicotomia brancos X negros, nossa sociedade tem mais implicações e a maior delas é a social. Essas medidas adotadas são inadequadas por não contemplarem esse prisma; um branco carente tem tanta dificuldade de ingresso nas instituições de ensino quanto um negro pobre. Se em lugar de cotas para ingresso nas universidades fosse adotada uma política de bolsas para alunos carentes por exemplo, o universo de alunos atendidos seria maior. Esse recorte equivocado da sociedade feito por nossos governantes e seus teóricos só contribui para o aumento da discriminação contra os negros.
As políticas afirmativas adotadas em outros países tem uma clientela bem definida(o que não ocorre no brasil): Imigrantes na espanha e bélgica; minorias étnicas no irã, índia e canadá etc. Essas populações pouco se misturaram e podem ser separadas de maneira mais eficaz em um contexto maior o que já não ocorre no brasil onde o processo de miscigenação que vem ocorrendo desde a época do descobrimento não nos permite dividir com clareza a parcela negra da branca numa população tão heterogênea quanto a nossa. Apesar desses indicadores o governo brasileiro continua a adotar o modelo bi-racial americano onde não há a presença de categorias como pardos, mulatos, morenos só existindo a de negros e brancos.
A grande questão a ser levada em conta é de que cada grupo, seja o seu extrato analisado étnico, social, religioso dentre outros deva ter políticas educacionais próprias que devem ser tratadas dentro de suas especificidades igualando os desiguais e não acentuando as suas diferenças.
Outra questão que deve ser levada em conta no processo de acesso às intituições de ensino superior e a de que o maior entrave se dá já na educação basica. Os investimentos na área educacional devem proporcionar ações que fomentem o ingresso e a permanência do aluno( seja de qualquer extrato) na educação básica e nos demais níveis de ensino. Ações que melhorem o nível de ensino na escola pública, que aumentem os indicadores sociais possibilitariam um maior acesso destes alunos às intituições. o governo deveria adotar políticas nesse sentido abrangendo uma parcela maior da sociedade.












Avaliação de desempenho dos professores


O governo mal dá os primeiros passos para que seja adotada a avaliação de nossos professores, e já enfrenta reações adversas de vários setores, como entidades de classe e divide opiniões de especialistas na área de educação, aumentando acirrando ainda mais o debate. O conselho nacional de educação (CNE) prevê essa avaliação através das diretrizes para os planos de carreira do magistério, homologadas em junho pelo ministro Fernando Haddad, e deixa a cargo de estados e municípios a maneira com a qual essa avaliação será executada e como isso irá influir na carreira dos profissionais. Avaliar é uma etapa importante e deve ser levada em consideração sim, principalmente se levarmos em consideração que vivemos numa sociedade altamente competitiva, que exige cada vez mais qualificação por parte dos profissionais e estes por sua vez devem estar preparados para estas mudanças para poder repassá-las a seus alunos. O questionamento gira em torno do método de avaliação a ser utilizado e o que será feito com esses dados, sua utilização para melhorar o sistema ou simplesmente como plataforma política, como se tem observado em outros pontos relacionados à educação em nosso país. É flagrante que os incentivos à qualificação dos profissionais são insuficientes para atender a toda a demanda, que os salários estão aquém do ideal, levando este trabalhador muitas vezes a trabalhar em vários locais para melhorar seus vencimentos, aumentando assim sua carga horária e diminuindo consideravelmente o tempo que este profissional poderia dedicar à sua família e a si mesmo. Longa jornada de trabalho, baixos salários e poucos incentivos são os fatores que contribuem para que a educação brasileira tenha índices tão baixos em todas as áreas. Valorizar o professor, criar oportunidades reais de qualificação, rever a política de cargos e salários é tão ou mais importante que avaliar o quadro educacional como está. Basta um olhar leigo para observar as mazelas de nosso sistema educacional. O governo deveria promover primeiramente essas reformas para depois avaliar o profissional.

José Cláudio Soares é professor.

Igrejas da prosperidade


Vivemos, num país que se pressupõe democrático, um modelo de estado laico onde o cidadão tem o direito de professar qualquer tipo de crenças, e é essa interpretação que, se mal interpretada, pode induzir a erro. O governo, dentro desse preceito durante anos deixou essas seitas e/ou denominações proliferarem sem a devida fiscalização, e algumas dessas associações se valendo da boa fé, da desinformação e muitas vezes do desespero de seus membros passaram a sistematicamente explorá-los cobrando o chamado dizímo, usando fragmentos descontextualizados da Bíblia para alicerçá-los. Cada um, como dito no início, é livre para acreditar no que desejar, segundo a sua consciência, não vejo problemas em pagar para assistir um espetáculo musical, ou uma sessão de cinema, teatro ou circo, assim como não veria em pagar uma determinada quantia a alguma dessas denominações caso seguisse a qualquer uma delas. Nossa sociedade é capitalista e como tal tem como força motriz o dinheiro, não sendo diferente quanto a questão religiosa. A salvação do espírito não é mais o foco dessas entidades, esse foi posto a margem para dar lugar a salvação financeira que é largamente aclamada em púlpito, no rádio e na tv para todos verem e ouvirem. Particularmente falando e sem querer ofender, posso até estar errado e não saber o que deus é, mas sei o que ele não é, mas cada um tem o Deus que merece e o encontra onde quiser. O meu eu não encontro em cédulas de dinheiro.
                
                               José Cláudio Soares é professor e livre pensador.

O 11de setembro...o que há por trás de tudo?

Ontem, fez exatamente 8 anos da série de ataques aos Estados Unidos, conhecido como atentado de 11 de setembro. O atentado deixou uma onda de destruição e morte num cenário onde milhares de pessoas morreram. Esse trecho da história você com toda a certeza já deve ter lido e visto nos meios de comunicação, a cobertura foi intensa,e esse não é o foco desse post. O que provalvelmente você não deve ter tomado conhecimento, pois essa parte foi sumariamente esquecida pelos meios de comunicação é que esse  atendado já era esperado pelo governo americano e até um plano de contingência já havia sido traçado e treinado para o cenário de um possível ataque. Sendo assim fica a primeira pergunta: Se o governo sabia que um ataque dessa magnititude poderia ocorrer e se um plano de defesa já havia sido traçado o que aconteceu naquela manhã de terça? o dia estava claro com boa visibilidade, o espaço aéreo da região é o mais coberto por radares do mundo o que houve então? quem dormiu? ou se omitiu?  Outra questão que fica para ser analisada é quanto aos supostos culpados, digo supostos pelo fato de muito ter se noticiado sobre a participação Segundo o FBI da rede terrorista Al Qaeda, liderada por Osama Bin Laden. Prisões foram feitas (a maioria sem acusão formal com pessoas presas até hoje ser julgadas) e logo se tinha a identidade de todos os envolvidos no sequestro dos aviões Outra pergunta vem dessa afirmação: A rede terrorista Al Qaeda de Osama Bin Laden, foi durante anos treinada e patrocinada nada mais nada menos pela CIA, que vem a ser o serviço secreto americano. Isso quer dizer que o próprio governo americano treinou terroristas para fazer o atentado de 11/09. No mínimo estranho não?. Até hoje nunca foi provada a real participação desta organização ou do seu lider, e isso a mídia não mostra, outro ponto misterioso dentre os muitos que existem nessa história. Esses dentro outros assuntos são debatidos no excelente Zeitgeist vale a pena assistir. 
 
 

O Ensino Religioso no Brasil...


       Em atenção ao Artigo publicado no jornal O Diário Do Pará, na coluna intitulada Espaço do Leitor do dia 1 de setembro de 2009 sob o título: O Ensino Religioso no Brasil. gostaríamos de utilizar deste espaço para externar alguns pontos de vista.

      Há consonância com o Professor Mangoni, autor do referido artigo quando este cita a importância e dever do estado enquanto gestor de nortear o modo como o ensino religioso será repassado à clientela (alunos), como forma de permitir a este ser em fase de desenvolvimento Psico-socio-cultural entrar em contato com outras denominações e manifestações religiosas que não àquelas repassadas apenas pela sua comunidade/família, dando ao sujeito condições de escolher como e se a questão religiosa fará parte de sua vida. Se o estado deixar o ensino religioso a cargo apenas das instituições religiosas e do extrato social no qual o indivíduo está inserido, poderá cercear deste o direito a um aprendizado religioso (assim denominado posto que o ensino religioso é sujeito a normatização com qualquer outro, a exemplo do citado no artigo) amplo e imparcial. Se, contudo o estado assumir sua parcela de responsabilidade evitará assim de o indivíduo ter um aporte fragmentado, tendencioso e/ou deturpado, atendendo assim o disposto pela LDB (lei de diretrizes e bases para a educação). Quanto ao formato adotado para ofertar o estudo religioso, se faz necessária uma abordagem transdisciplinar e interdisciplinar envolvendo assim o tríptico escola, família e comunidade como um todo, onde cada um assumirá o seu papel tendo a orientação dos demais. Para tanto se faz necessário mais investimentos estruturais e na qualificação dos docentes. 

 José Cláudio Soares é Orientador Educacional, Professor e  Psicopedagogo; Especialista nas áreas de: Docência do Ensino Superior,Gestão Educacional e Metodologia do Ensino Da Língua Portuguesa e Inglesa.

Sistema de cotas, mais erros que acertos



Atualmente muito se tem discutido acerca do sistema de cotas que tem sido adotado no Brasil, sistema esse que, em tese facilitaria o ingresso às IES (instituições de ensino superior) de alunos negros, pardos e indígenas, alegando para tanto que essas errôneamente denominadas minorias teriam menos condições de ingressar nas referidas instituições que alunos considerados brancos.
O sistema de cotas é um dos vários mecanismos usados nas chamadas ações afirmativas ou discriminação positiva que surgiram nos EUA na década de 1960, como forma de promover a igualdade entre os negros e brancos norte-americanos. Posteriormente esse sistema foi modificado e adotado em alguns países da Europa (onde também não alcançou seu objetivo inicial). As discussões acerca do assunto carecem na maioria das vezes de critérios de rigor científico(profissionais das áreas de educação, operadores do direito, etc..) ficando o debate relegado a esfera política onde a questão acaba sendo usada de maneira leviana para promover os interesses de certos grupos políticos, que procuram disfarçar as falhas na sua gestão adotando esta prática que nada mais é que um assistencialismo disfarçado que não beneficia a todos os que teriam dificuldade de acesso às IES pois o maior impedimento ao acesso que se enfrenta no exemplo brasileiro é o econômico, e não o racial. Uma pessoa dita branca e pobre tem tanta dificuldade de ingressar em uma instituição de ensino superior quanto um negro, pardo ou indígena. A carência está na educação pública de base, no ciclo fundamental e médio. As escolas estão sucateadas os professores com baixos salários não recebem do governo incentivos para buscar qualificação através de cursos de graduação, extensão e pós graduações lato e stricto sensu . Se esses níveis recebessem maiores incentivos, os alunos egressos destas instituições poderiam competir em igualdade de condições com alunos oriundos do sistema privado. Outro problema no caso brasileiro são os critérios adotados. A definição de negro, pardo e índio é feita de modo subjetivo através de entrevistas onde o candidato se declara ou não pertencente a um desses grupos, o que é praticamente impraticável num país com tamanho grau de miscigenação/mestiçagem. O sistema de cotas/ ações afirmativas nesses quase 50 anos de sua criação não alcançou o resultado esperado nos países em que foi implantado apesar dos altos investimentos. O governo brasileiro ignora esse precedente e adotar um sistema que não funcionou no contexto em que fora criado, em lugar de promover a melhorias econômico-sociais necessárias para que TODOS independente da cor da pele da religião que professam ou do gênero ao qual pertençam tenham sua cidadania respeitada e possam ter acesso a uma educação de qualidade. Corre o risco de aumentar os preconceitos, de criar a imagem de cidadãos de segunda classe, o que é inconcebível numa nação que se propõe democrática.


Coisas que todo blogueiro deve(ou deveria) saber...

Para aqueles que ainda tem medo de se aventurar e criar os seus próprios blogs ou para os que acreditam que sabem tudo sobre o tema...Reserve um espaço considerável em seu blog para as críticas, sejam quais forem. Quanto maior esse espaço maior a sua credibilidade.
A escolha dos assuntos é preferencialmente pessoal, mas pode passar pelo "crivo" de seus colaboradores, amantes, amigos etc...cabendo a você organizar os assuntos e postá-los no momento oportuno.
Escrever requer que domínio de algumas técnicas, umas das mais importantes é saber diferenciar o seu modo de encarar o mundo fazendo com que assim seu blog se torne mais pessoal: mostrando a tua visão da vida, não as mil e uma formas de olhar para sí mesmo(o que torna o blog incrivelmente chato!).
Essa é uma auto crítica: evite o exagero no uso de termos rebuscados, citações longas, textos em outras línguas(se for realmente necessário,opte por uma versão traduzida ou a ofereça em forma de link para o leitor),isso pode afastar os leitores iniciantes e mostrar aos mais experientes que você tem uma grande cultura...e um ego maior ainda!
Lembrem-se: é muito confortável escrever sobre assuntos que dominamos e com os quais já estamos familiarizados. O grande desafio é escrever justamente sobre o novo, o território não explorado...verdadeiros desbravadores de blogs. lembremos que os melhores textos provém muitas vezes da crítica "não especializada" que compensa a falta de rigor técnico com alegorias que enriquecem o texto, tornando-o menos enfadonho e de mais fácil entendimento. Não queremos com isso dizer que um conhecimento prévio não é necessário, mas um pouco de ousadia é sempre aceita e bem recebida.
Pense em seu blog como um espaço físico real, e o organize como tal, pois ele é o seu "cartão de vistas" mais importante.Quanto melhor o visual, de mais fácil entendimento seu "espaço" será. Muitas informações e ferramentas dispersas tornarão o blog confuso e o visitante irá embora tão rápido quanto veio.
Alguns preferem possuir blogs coletivos. Se este é o seu caso a primeira coisa a ser determinada é quem ficará responsável pela edição e revisão dos textos. Sem essa liderança os textos podem se tornar repetivos e desconexos, afastando o leitor e criando desavenças entre os autores.

Belém perdeu a sub-sede norte da copa do mundo de 2014. Resultado bom ou ruim?


Que me perdoem meus conterrâneos, mas esse resultado já era mais do que esperado. Em toda a mídia que tratava do assunto já era dada de antemão que Manaus seria escolhida como uma das 12 sub-sedes da copa de 2014,(como fora várias vezes dito por Juca Kfouri)tornando-se a única representante da região norte no evento. Apesar de os noticiários locais e os representantes do governo local ainda insistirem na possibilidade de Belém ainda estar no páreo, numa tosca tentativa de mascarar a derrota iminente. A CBF atribuiu à FIFA a responsabilidade pela escolha das 12 sub-sedes, se esquivando assim de maiores explicações quanto aos critérios(?) utilizados.
o que particularmente me incomoda, não é o fato de termos perdido a sub-sede, pois sabemos, apesar de muitos não admitirem, que belém não tem capacidade para suportar um evento de tal porte( a exemplo o fórum social mundial, onde a cidade foi "maquilada" para esconder suas mazelas). Carecemos de transporte, hospitais, rede hoteleira e segurança pública,isso sem falar que esse tipo de evento não contemplaria a maioria do povo, que não teria como comprar ingressos pagando os valores praticados em eventos desse nível. O que incomoda é a perda dos investimentos propalados pelo governo local, que irá convenientemente esquecer o discurso anterior. Mais uma vez observamos o preconceito com o qual os estados do norte são tratados, e em particular o estado do Pará.
Em tempos de gripe tipo "A", esquecemos de mazelas maiores. Esquecemos por exemplo, que várias cidades no norte e nordeste estão embaixo d'água, com surtos de cólera( que os jornais não noticiam), febre amarela e malária e as igualmente fatais enterocolites decorrentes do acúmulo de água contaminada e consumo da mesma. Um médico amigo que clinica em uma dessas regiões alerta para a necessidade de medidas mais drásticas para resolver essa situação.