Quanto vale o seu cadáver?

Bem legal esse site...você responde algumas perguntas e tem como resultado o valor do seu cadáver...ele serviu para provar que a minha ex-mulher estava enganada. Ela vivia dizendo que eu não valia nada...heheheh.

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Hoje agora e sempre...

Viver como num conto de Jack London, e passando por todos os infernos existenciais possíveis, num roteiro digno de Nietzche, me deparo agora com o até então improvável sentido de recomeço, de reviravolta...o que me causa espanto e alimenta minha imaginação outrora embaçada por excessivas doses de haldol , álcool e música indie...a retomada ao mundo dos vivos está fragmentada ainda mas já se avoluma, toma corpo e nesse feedback forçado sobre o que fora feito nas últimas semanas vejo que precisava cair, me machucar(a dor foi uma conselheira tardia,porém necessária) para poder ressurgir remoçado, inteiro como a muito não o era,intenso e pronto para intensamente viver o inédito, o estranho(coisas que sempre foram evitadas, detesto mudanças bruscas de rotina)...bem se foi preciso passar por todas essas novas experiências( e a vida não é nada mais que uma eterna experimentação de ácido?) é necessário lembrar que descobri que possuo a capacidade de recomeçar, de ser neófito nessa eterna espiral que é viver, não como se fosse o último dos dias...viver como se fosse o primeiro de muitos dias e nessa jornada que se apresenta no horizonte obscuro ter como ponto de equilíbrio e porto seguro alguém que nos segure pelo braço e nos ajude na descoberta do insondável....
Em tempos de gripe tipo "A", esquecemos de mazelas maiores. Esquecemos por exemplo, que várias cidades no norte e nordeste estão embaixo d'água, com surtos de cólera( que os jornais não noticiam), febre amarela e malária e as igualmente fatais enterocolites decorrentes do acúmulo de água contaminada e consumo da mesma. Um médico amigo que clinica em uma dessas regiões alerta para a necessidade de medidas mais drásticas para resolver essa situação.

Um poema( ou canção de despedida)

Me perdi na noite vaga
estranho em meio a meus pares
a alma corroida e o coração turvo
entregando a batalha perdida( agora sei)
e caminhando em silêncio me vou
nada de ópio dessa vez
nem canção que me console
ou abraços de piedade...
seguir em frente...
quando o que se quer é voltar atrás...
e congelar o tempo...naquele último beijo...
e relembrar que um dia tive alma e coração
não há mais o que chorar...
( cláudio soares)
Domingo, futebol, cerveja e aquele salgadinho, tem coisa melhor?
Apesar de saber tanto acerca de futebol quanto de cirurgia cerebral, faço parte da nação brasileira, que ao que me parece já nasce com a paixão pela "pelota" imbutida no DNA. Nunca consegui sequer dar um passe, não sei falar das posições, escalação, desse ou daquele time. Não sei explicar como funciona um impedimento e sempre fui azucrinado pelo meu total desconhecimento das questões "futebolísticas" o que nunca me impediu de tecer aqueles cometários infames, com toda cara de que estava entendendo tudo.
Se você é daqueles que, como eu não entende nada de futebol e só assiste por não ter nada melhor a fazer no domingo e por gostar de uma cerveja gelada, aproveite. Não interessa quem vai jogar, tão pouco o placar. O que vale é fugir de casa e esquecer que a segunda vem por aí com toda a ressaca!

O regresso



Retornos foram sempre um ponto delicado pra mim. Nunca me senti confortável com retomadas, sempre optando por seguir em frente sem olhar para o que passou. iniciamos "o quarto" em 1989, com um grupo de amigos que se reunia para escrever e trocar idéias. As reuniões eram na casa de um dos membros em um quarto velho e empoierado mas que para nós era a sede, nosso refúgio. O projeto de um grupo de leitura foi tido anos antes no periodo obscuro da humanidade pré-internet, quando se usavam toscos instrumentos chamados lapis e papel(segue a foto para ilustrar aos mais jovens). Nesses dias utilizavamos o correio(e não e-mail, como hoje) para enviar documentos, fotos, e trocar nossos textos. Levava-se muito tempo para se ter uma resposta, mas isso não nos desestimulava nem um pouco e continuavamos a fazer esse"escambo" de ideias. Com os anos cada membro seguiu sua vida e as reuniões deixaram de existir...o quarto fora fechado. Mas, com o advento da rede mundial de computadores essas distancias não existiam mais, poderíamos estar em contato e continuar a nos corresponder e trocar nossas produções enviando tudo em pouco tempo e até atinjindo outras pessoas aumentando assim nossa troca de ideias. O quarto então se tornara virtual...Tamanha foi a minha surpresa e decepção ao perceber que as correspondências estavam cada vez mais escassas, limitando-se ao "reencaminhado", ou as famigeradas "correntes". Meu instinto de autopreservação me levou a questionar o porque disso tudo, obtendo como resposta um "os tempos mudam, não seja saudosista". Sou apegado ao passado sim, devo admitir, mas não concebo minha vida hoje sem os recursos e facilidade que o computador traz. O que temo é essa "lobotomia" crescente que se observa atualmente, em contrasenso com essa época atual, que é chamada era da informação. Apesar desses percalços continuo minha quixotesca tentativa de fazer meu antigo grupo voltar a escrever e deixar as "correntes" que os prendem de lado. Devo admitir que essa apatia chegou a tomar conta de mim e que por essa razão havia deixado o quarto fechado por toda essa eternidade e,finalmente agora voltando ao mundo dos vivos. Abro um parentese aqui para agradecer aqueles que me incentivaram nesse regresso, aos membros do o quarto original que ainda estão vivos e que reenviaram alguns textos que eu havia perdido, que se prontificaram a continuar me escrevendo e revisando os textos futuros. A esses meu grande abraço e vamos a luta!

Semper Servus - 5 por 5
Carlos A. dos Santos(in memorian),Marcia do Socorro, Elisângela Pimentel,Cláudio Soares,Angélica L. Nascimento